
Lembro-me muito bem de quando o Bretas Supermercados arrendou onde funcionavam o Secretariado Arquidiocesano de Pastoral, o Tribunal Eclesiástico Interdiocesano de Montes Claros, a Cúria Arquidiocesana de Montes Claros, a Pastoral da Criança de Minas Gerais, a Pastoral da Saúde, a Legião de Maria, as Oficinas de Oração e Vida, o Seminário Propedêutico São Pio X, onde funcionou o Seminário Menor Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças, o Colégio Diocesano e até a Prefeitura de Montes Claros, naquele prédio da Avenida Coronel Prates, ao lado do salão paroquial da matriz da Paróquia Nossa Senhora da Conceição e São José.
Lembro-me até que me disseram que o Grupo Bretas preservaria uma palmeira imperial que existia quase no centro do terreno onde hoje é esse supermercado na Avenida Coronel Prates. Balela!!! Tudo veio abaixo. Toda a área verde que existia no local. Ali, o Bretas construiu um prédio dito moderno, tenho certeza, menos bonito do que o anterior, aquele que abrigou, por muitos anos, o Colégio Diocesano.
Perdoe-me os aficionados pela arquitetura contemporânea. Esta parece seguir linhas simples e descartáveis, pra não dizer horrorosas. Faz-me lembrar do filme-documentário “Arquitetura da Destruição” (1992), de Peter Cohen, com narração de Bruno Ganz, e que já passou no CineSescCinemaComentadoCineClube.
“Arquitetura da Destruição” mostra brilhantemente os desejos nazistas. O longa metragem de duas horas e um minuto “lembra que chamar Hitler de artista medíocre não elimina os estragos causados por sua estratégia de conquista universal. O arquiteto da destruição tinha grandes pretensões e queria dar uma dimensão absoluta à sua megalomania. O nazismo tinha como princípio fundamental embelezar o mundo, nem que para isso tivesse que destruí-lo”.
Peço que o GRUPO BRETAS se mire no exemplo do Banco Itaú, que ocupa hoje, em Montes Claros (MG), espaços de bons prédios, nas esquinas das ruas Doutor Santos com Padre Augusto, onde funcionaram o saudoso Bemge e o Unibanco. Neste, o Itaú valoriza as bonitas fachadas antigas das casas, o que dá gosto de ver o patrimônio histórico preservado e custos otimizados para o dono do banco.


No caso da Praça de Esportes, se for mesmo verdade a sua venda, imploro ao proprietário do GRUPO BRETAS que procure preservar, ao máximo, a Praça de Esportes, que também tem palmeiras imperiais belíssimas em seu área. Caso contrário, o Bretas novamente será responsável por denegrir mais um patrimônio histórico de Montes Claros.


Agência do Banco Itaú no Centro Histórico de Paraty (RJ)



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