Ele se refere à construção do Estádio Itaquerão, localizado na região leste de São Paulo e que antes era esquecida pelos governantes paulistanos. Xico Sá intertextualiza letras de música em seu artigo. “Mesmo com toda grana, com toda lama, com toda trama, não há como negar o sorriso de orgulho da gente dessa área. Estava ontem [20/10/2011] por lá, depois do anúncio oficial da Fifa, testemunhei o foguetório e a falação da massa, em todos os sotaques e línguas, qual um novo Pentecostes”, escreve o colunista que mostra a pluralidade cultural da região paulista agraciada com um jogo de Copa.
“Pelo menos uns 30 primos, entre velhos e novos baianos nascidos em São Paulo, improvisaram logo um churrasco. Ô gente que celebra e só acredita nos deuses que dançam no terreiro. Primos cheios de planos, negócios nos arredores do Itaquerão para faturar com o Mundial e depois com a rotina corintiana”. Xico Sá segue o seu jogo de palavras, parafraseando o artista pernambucano Cícero Dias e analisando, de um certo modo, os políticos brasileiros. “Eu vi o mundo... Ele começava na ZL. Pode parafrasear à vontade o Cícero Dias, o grande artista pernambucano que disse o mesmo, em um quadro alusivo ao Recife. Eu vi o mundo e ele começava nessa parte da cidade historicamente desprezada pelos prefeitos. A maioria deles só pôs os pés na avenida Sapopemba às vésperas das eleições”, conta.
O colunista critica ainda a decisão da Fifa e da CBF de não marcar jogos do Seleção Brasileira na primeira fase no Maracanã, Rio de Janeiro (RJ). O Brasil só jogará no “Maraca” se chegar à final da Copa do Mundo de 2014. Mas o que me chamou mais atenção no artigo é a ideia estupendamente estúpida de mudar o nome de um estádio na capital federal. Quem informa é Xico Sá. “Outra mancada [da Fifa, da CBF, dos cartolas e dos políticos brasileiros], além das tantas que se cometem em Brasília, terra do rock e da corrupção de garagem, é essa ideia medonha de tirar o nome de Mané Garrincha do estádio do DF. Querem mudar para Estádio Nacional. Estupidez é pouco. Só rindo, Mané, dessa palhaçada”.
Se essa mudança de nome do Estádio no Distrito Federal mesmo ocorrer, ela pode acontecer na celebração dos 50 anos da conquista do Bi-Campeonato da Seleção Brasileira Masculina de Futebol da Copa do Mundo do Chile. Uma vergonha mesmo desprezar Mané, Didi, Pelé, Bellini e toda a maravilha desse time que conquistou, com brilhantismo, o único Bi-Campeonato Mundial do Brasil em Copas do Mundo. Que o Estádio da capital federal continue com o nome de Mané Garrincha: Mané Eterno!!!“Sem Pelé, Garrincha vira 'Rei' e dá à seleção brasileira o título da Copa do Mundo de 1962"
Segue abaixo um vídeozinho amador que criei, utilizando o programinha “Windows Movie Maker”, para começar a recordar os 50 anos do Bi-Campeonato Mundial no Chile, que, tenho certeza, merecerão destaque a partir de 30 de maio. O meu avô, Hermindo de Souza Pinto (1915-2006) tinha o disco de vinil “HOMENAGEM CINZANO - BRASIL BI CAMPEÃO DO MUNDO - Trechos Originais das Transmissões da RÁDIO GUANABARA DO RIO DE JANEIRO na voz de ODUVALDO COZZI - Narração adicional de Estevam Bourroul Sangirardi”.
Já passei o disco de vinil para um CD. A primeira faixa, de quase 10 minutos, traz a “1 - MARCHA DA CINZANO” e o primeiro jogo das “OITAVAS DE FINAL 2 - BRASIL x MÉXICO”. O Brasil venceu os mexicanos por 2 a 0, com gols de Zagallo e Pelé. Veja o vídeozinho! Vale a pena, apesar do amadorismo na minha criação...
50 Anos de Brasil Bi-Campeão do Mundo (1962-2012) - I
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